para ela, a verdade é que o país ainda não tem uma política definida para aquela imensa área, que ocupa mais da metade de seu território. Com mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, ou cerca de 60% do território nacional, a Amazônia Legal é uma vasta região ainda a espera de um modelo de desenvolvimento. Séculos depois de ter rompido a linha do Tratado de Tordesilhas e conquistado aquele território, o Brasil ainda não sabe exatamente o que quer dele. O quase consenso é a idéia de que a região detém uma enorme riqueza. Não são poucas as pessoas, no Brasil e no exterior, que estão convencidas de que, na imensidão da floresta amazônica, onde se abriga a maior biodiversidade do mundo, se esconde a cura de doenças como a aids e o câncer, além de outras riquezas, como minerais, madeira e água.Pode até ser, mas para chegar a esse ouro verde, conhecer e usufruir o que hoje é apenas riqueza potencial, é preciso muito trabalho duro e investimento em pesquisas. Mais do que isso: antes de pensar em tirar proveito das potencialidades da região, o Brasil tem que decidir o que quer da Amazônia. Para o biólogo americano Charles Clement, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), há 28 anos no Brasil, é preciso definir qual é o modelo de desenvolvimento mais apropriado para a região. “É com a floresta em pé ou com campos agrícolas, plantação de soja, criação de gado ou exploração da madeira?”, indaga. “Se for com a floresta em pé é preciso investir muito mais em pesquisa do que se investe hoje.”
Nos próximos dias este blog vai discutir esta questão.




