Ele veio para ser ingrediente da alta culinária e frequentar a mesa de restaurantes caros. Mas não demorou muito para o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) mostrar seu verdadeiro caráter, de um animal perigoso, que transmite doença. De alternativa econômica ao escargot (Helix aspersa) passou a ser um problema. É uma espécie exótica invasora, que se disseminou pelo litoral brasileiro, colocando em risco animais nativos e causando outros danos ambientais. Mas faça-se justiça, ele não é o único. Centenas de outras espécies de animais e plantas, fungos e microorganismos são consideradas invasoras no Brasil e em outras partes do mundo. Leia mais...terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ele veio para ser ingrediente da alta culinária e frequentar a mesa de restaurantes caros. Mas não demorou muito para o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) mostrar seu verdadeiro caráter, de um animal perigoso, que transmite doença. De alternativa econômica ao escargot (Helix aspersa) passou a ser um problema. É uma espécie exótica invasora, que se disseminou pelo litoral brasileiro, colocando em risco animais nativos e causando outros danos ambientais. Mas faça-se justiça, ele não é o único. Centenas de outras espécies de animais e plantas, fungos e microorganismos são consideradas invasoras no Brasil e em outras partes do mundo. Leia mais...domingo, 18 de outubro de 2009
Na Unicamp pesquisadores desenvolvem
A aviação mundial é responsável por 2% do total de emissões de dióxido de carbono (CO2) produzidas pelo homem, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), que reúne 230 companhias aéreas no mundo. Segundo a entidade, 10% do combustível usado em 2017 deverá ser alternativo e contribuir para a redução das emissões. A União Europeia também vai iniciar, em 2010, o monitoramento dos aviões que operam no continente com o intuito de reduzir o problema. Assim, a busca por combustíveis de aviação mais apropriados já começou. Entre as alternativas que podem se tornar realidade nos aeroportos está um biocombustível desenvolvido na Faculdade de Engenharia Química (FEQ), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para o professor Rubens Maciel Filho, coordenador do projeto, a nova opção para abastecer aviões deverá ser por volta de 30% mais barata na fabricação e muito menos poluente que o querosene de aviação (QAV) tradicional. A equipe de pesquisadores depositou a patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) referente ao processo de produção e de purificação de um bioquerosene feito a partir de óleos vegetais que os pesquisadores preferem não revelar a origem. O novo combustível não emite poluentes como enxofre, compostos nitrogenados, hidrocarbonetos ou materiais particulados, como é comum nos combustíveis que têm origem no petróleo, e contribui com o balanço de emissão de dióxido de carbono (CO2), gás que estimula o aquecimento global, por ser um produto de origem renovável. “Trata-se de um bioquerosene de alta pureza, acima de 99,9%”, diz Maciel, que também é um dos coordenadores do Programa de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) da FAPESP. Leia mais...sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Novos caminhos
Evanildo da Silveira
Com o objetivo de reunir para troca de experiências empresários comprometidos com a construção de uma sociedade melhor, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, realizou, pelo terceiro ano consecutivo, a Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. Durante os três dias do evento, entre 25 e 27 de agosto, mais de 40 empresas de vários setores puderam divulgar os resultados de suas ações e políticas voltadas para a sociedade e para o meio ambiente, além de seus produtos e práticas de responsabilidade socioambiental.Com o tema geral A Revolução Industrial, Econômica, Ambiental, Social e Política no Pós-crise Mundial, a Mostra foi dividida em três eixos temáticos: Nova Economia, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Pela primeira vez, o evento ocorreu no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista – as duas edições anteriores foram feitas no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera – por onde passaram em torno de 1.500 pessoas por dia. “A Mostra é um espaço que propicia a demonstração, discussão e divulgação de novos modelos de gestão”, explicou Eliane Belfort, coordenadora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores), da Fiesp, responsável pela organização do evento. “Modelos de gestão que aliem o desenvolvimento econômico, com a inclusão social e o equilíbrio ambiental.”
domingo, 27 de setembro de 2009
AS DUAS AMAZÔNIAS
Uma real, a outra fantasia
Motosserras, fogo, tratores, soja, patas de bois, asfalto, desconhecimento, falta de investimentos. Os problemas da Amazônia são muitos. Mas, paradoxalmente, poucas regiões do planeta têm tanta simpatia e tantos defensores. Ao redor do mundo, dezenas de reuniões, seminários, congressos e eventos são realizados sobre a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. E aí está outro problema. A maior parte dessas discussões é feita além das fronteiras da região, por pessoas que não vivem lá. Para piorar, o próprio Estado brasileiro não tem uma política clara para aquele vasto território.Quem é da região considera que toda essa discussão já deu o que tinha de dar e não leva a nada. “Estou cansado da Amazônia”, diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. “Para ser mais preciso, confesso-me cansado da interminável dízima periódica que reverbera esse nome em meus ouvidos. Para ser mais objetivo ainda, tornei-me intolerante com o uso em vão do nome Amazônia, sempre associado à condição de região estratégica para o Brasil e o mundo.” Leia mais...
AS DUAS AMAZÔNIAS
Uma real, a outra fantasia
Motosserras, fogo, tratores, soja, patas de bois, asfalto, desconhecimento, falta de investimentos. Os problemas da Amazônia são muitos. Mas, paradoxalmente, poucas regiões do planeta têm tanta simpatia e tantos defensores. Ao redor do mundo, dezenas de reuniões, seminários, congressos e eventos são realizados sobre a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. E aí está outro problema. A maior parte dessas discussões é feita além das fronteiras da região, por pessoas que não vivem lá. Para piorar, o próprio Estado brasileiro não tem uma política clara para aquele vasto território.
Quem é da região considera que toda essa discussão já deu o que tinha de dar e não leva a nada. “Estou cansado da Amazônia”, diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena. “Para ser mais preciso,
confesso-me cansado da interminável dízima periódica que reverbera esse nome em meus ouvidos. Para ser mais objetivo ainda, tornei-me intolerante com o uso em vão do nome Amazônia, sempre associado à condição de região estratégica para o Brasil e o mundo.”
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Há 200 anos nascia Charles Darwin,
cuja teoria revolucionou o estudo dos seres vivos
EVANILDO DA SILVEIRA
"Nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução." Essa frase do biólogo e geneticista ucraniano Theodosius Dobzhansky (1900-1975) dá bem a medida da importância da teoria da evolução das espécies. Elaborada pelo naturalista britânico Charles Darwin, ela é tema central de seu livro A Origem das Espécies, cujo lançamento completa 150 anos no dia 24 de novembro – em 2009 também se comemoram os 200 anos de nascimento do cientista. A obra foi devastadora para a crença de que o ser humano teria origem sobrenatural e ocuparia um lugar especial na história da vida sobre a Terra. Ao contrário, o naturalista demonstrou que todos os seres vivos, dos mais simples aos mais complexos, incluindo o homem, descendem de um ancestral comum e, portanto, são parentes entre si.Foi uma revolução. "O livro abriu uma nova era para a biologia e para a humanidade", explica a professora de biogeografia Claudia Helena Tagliaro, da Universidade Federal do Pará (UFPA). "A partir dali foi possível entender que todos os seres vivos fazem parte de uma mesma grande árvore ramificada." De acordo com o professor de filosofia Gustavo Caponi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), "a obra de Darwin assentou as bases para uma reconstrução científica da história da vida. Com ele, surgiu uma ciência onde antes havia somente espaço para especulação." Leia mais...
História da Ciência
Evolução, nova era para a biologia
Há 200 anos nascia Charles Darwin, cuja teoria
revolucionou o estudo dos seres vivos
EVANILDO DA SILVEIRA
"Nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução." Essa frase do biólogo e geneticista ucraniano Theodosius Dobzhansky (1900-1975) dá bem a medida da importância da teoria da evolução das espécies. Elaborada pelo naturalista britânico Charles Darwin, ela é tema central de seu livro A Origem das Espécies, cujo lançamento completa 150 anos no dia 24 de novembro – em 2009 também se comemoram os 200 anos de nascimento do cientista. A obra foi devastadora para a crença de que o ser humano teria origem sobrenatural e ocuparia um lugar especial na história da vida sobre a Terra. Ao contrário, o naturalista demonstrou que todos os seres vivos, dos mais simples aos mais complexos, incluindo o homem, descendem de um ancestral comum e, portanto, são parentes entre si.
Foi uma revolução. "O livro abriu uma nova era para a biologia e para a humanidade", explica a professora de biogeografia Claudia Helena Tagliaro, da Universidade Federal do Pará (UFPA). "A partir dali foi possível entender que todos os seres vivos fazem parte de uma mesma grande árvore ramificada." De acordo com o professor de filosofia Gustavo Caponi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), "a obra de Darwin assentou as bases para uma reconstrução científica da história da vida. Com ele, surgiu uma ciência onde antes havia somente espaço para especulação."