domingo, 29 de novembro de 2015

Matéria minha publicada na edição 201, de novembro de 2012, na revista Pesquisa Fapesp.
Remédio em nanoescala 
Biolab usa nanotecnologia em anestésico e no tratamento de calvície 
EVANILDO DA SILVEIRA 
© GABRIEL BITTAR
Fármacos produzidos na forma de cápsulas nanométricas é a nova estratégia tecnológica da Biolab, empresa farmacêutica brasileira sediada em São Paulo. A inovação se apresenta em dois medicamentos que estão em desenvolvimento, um creme anestésico e uma solução para tratamento da alopecia, principalmente na calvície ou, em menor grau, na falta de pelos no corpo A novidade é composta de nanocápsulas feitas de um polímero, uma espécie de plástico biodegradável que libera os princípios ativos lentamente no organismo e provoca uma ação terapêutica mais prolongada, além de reduzir os efeitos colaterais. Os medicamentos, resultado de uma parceria que já dura uma década entre a Biolab e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estão em testes clínicos e deverão ficar prontos para uso no final de 2013, depois de passarem pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Leia mais...

Matéria minha, publicada na revista Problemas Brasileiros, edição 414, Nov/Dez de 2012. 
Missão é colocar o Brasil em órbita
por Evanildo da Silveira
Depois de 32 anos de existência, o programa espacial brasileiro passa por reformulações. Maior integração entre órgãos e instituições, uma nova série de projetos, mais participação de indústrias e domínio de tecnologias críticas são as principais características e objetivos do novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), para 2011-2020, cujas diretrizes foram aprovadas recentemente pelo Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB). Uma das alterações mais importantes é o aumento da participação da iniciativa privada, tendo sido criada uma empresa industrial nacional, mista entre governo e setor privado, chamada Visiona Tecnologia Espacial. Ela será a encarregada de fabricar os satélites e equipamentos de solo e, para tanto, assinar contratos com outras indústrias, nacionais ou internacionais. Leia mais...

sábado, 28 de novembro de 2015

Matéria minha, publicada na revista Problemas Brasileiros, edição 413, Ago/Setde 2012. 

Yes, nós fazemos pesquisa de ponta


por Evanildo da Silveira
De alguns anos para cá, o Brasil deixou de ser visto como o eterno país do futuro e passou a ter uma participação e um peso na comunidade internacional mais condizentes com seu tamanho geográfico e econômico. Com a ciência brasileira já está acontecendo algo semelhante. Universidades e outras instituições e centros de pesquisa nacionais começaram a ser vistos com outros olhos, ganharam respeito e reputação no exterior e alguns passaram a atrair estudantes estrangeiros de pós-graduação e pesquisadores, inclusive de nações bem mais avançadas no campo da ciência. Sem falar dos vizinhos latino-americanos, seduzidos também pela proximidade e semelhança da língua. Hoje, há milhares de alunos de fora espalhados por universidades e instituições de pesquisa do país, principalmente das regiões sul e sudeste e da Amazônia. Leia mais...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

FORNECEDORES



Matéria minha publicada na edição de dezembro de 1997, da revista Franchising.
OS SEGREDOS FOOD-SERVICE
Franquias de fast-food e indústrias de alimentos trabalham
 em simbiose para enfrentar a demanda por refeições fora de casa

Um dos segmentos que mais cresce no ramo da alimentação, o food-service, divisão que cuida do fornecimento para restaurantes industriais, redes de fast food, hotéis, hospitais e catering, vem ganhando importância nas grandes indústrias do setor. E não é para menos. Problemas comuns às grandes cidades, o trabalho longe de casa e o trânsito caótico fazem com que as pessoas cada vez mais recorram às refeições fora de casa. Leia mais aqui, acolá e lá...

domingo, 25 de janeiro de 2015



Imagens da fraude
Teste com escâner indica se o leite está adulterado
EVANILDO DA SILVEIRA
© EDUARDO CESAR


Um computador e um escâner comum, desses que muitas pessoas têm em casa, são as novas ferramentas para detectar a adulteração do leite, fraude que acontece com frequência no Brasil e em outros países. A ideia desse método surgiu no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) motivada pelas frequentes notícias na imprensa sobre falsificações de leite em várias regiões do país. A equipe coordenada pelo professor Edenir Rodrigues Pereira Filho conseguiu com o novo método identificar e quantificar os principais adulterantes, em diferentes concentrações, como água, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), soro, leite e urina sintéticos, ureia e soda cáustica. O estudo, que teve financiamento da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), começou em 2009 a partir do projeto de doutorado da então aluna de Pereira, Poliana Macedo dos Santos. Leia mais...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



Matéria minha, publicada na revista Problemas Brasileiros, edição 420, Nov/Dez de 2013. 
As carreiras que vão mover o mundo
Por: EVANILDO DA SILVEIRA
Opções de carreira para o jovem brasileiro que vai fazer vestibular ou está prestes a escolher uma atividade técnica não faltam. De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), documento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que reconhece, nomeia e codifica os títulos e descreve as características das profissões do mercado de trabalho, há 596 famílias ocupacionais no Brasil, agrupando 2.422 ocupações e 7.258 títulos sinônimos. Estão listadas desde catador de papel e prostituta até carreiras artísticas, passando pelas tradicionais engenharia e medicina. Mas se o jovem encarar o futuro, daqui a 10 ou 20 anos, a história passa a ser outra. As opções são bem mais restritas e a escolha deve ser feita com cuidado. Considerando que nesse período podem surgir carreiras ainda inexistentes. Assim como hoje existem atividades sobre as quais nada se sabia décadas atrás. Leia mais...

domingo, 30 de novembro de 2014

Matéria minha publicada na edição da revista Istoé (a aniga), de 10 de dezembro de 1986. Na verdade foi minha primeira viagem importante a trabalho e minha primeira reportagem de peso em um veículo de curculação nacional. Tenho um carinho especial por ela.

Tremor no sertão
Um dos maiores terremotos do pais
destrói a cidade de João Câmara
e deixa população em pânico
A madrugada do último domingo, 30, não foi das mais tranquilas para o lavrador Jovelino Silvino da Silva, 54 anos. Dono de uma casa de três cômodos, distante 5 quilômetros do município de João Câmara, Rio Grande do Norte, ele já estava quase esquecido do último tremor que balançou seu terreno, em agosto. No sábado teve um dia rotineiro, roçou a plantação de algodão, já seca, comida pelo bicudo. Limpou o tacho onde fazia farinha de mandioca e à tardinha tomou um café ralo com pão, com a mulher e sete dos dez filhos que moram com ele. Em seguida se acomodou com a mulher e os filhos menores no cômodo dos fundos para se preparar para o domingo. Às 3h22m foi acordado por um "estrondo", como ele chama o barulho do sismo. Os caibros do telhado começaram a cair junto com as telhas e os tijolos.
As crianças não tiveram tempo de fugir. Maria Odete, 10 anos, recebeu uma tijolada na cabeça, e Maria Aparecida, 14, ficou soterrada pelos escombros, mas só teve ferimentos leves. A precariedade da residência de seu Jovelino foi sua sorte. O tremor que abalou sua cidade, a 80 quilômetros da capital do Rio Grande do Norte, Natal, atingiu uma magnitude de 5,3 na escala Richter, dois pontos a menos que o terremoto que quase destruiu San Salvador recentemente. Quanto maior a quantidade de prédios, instalações elétricas e de gás, mais graves são os riscos no caso de terremotos. No caso de João Câmara, onde o prédio mais alto é a pequena igreja, não existem esses perigos. Mas os tremores constantes, mais de 4.200 desde agosto, não permitem que a população se sinta tranquila. Dez mil dos 18 mil moradores da cidade e da zona rural já abandonaram suas casas  para outros lugares menos sujeitos a abalos, como Natal e municípios vizinhos. Leia mais aqui, aqui, lá e acolá...