domingo, 28 de agosto de 2016

Tecnologia

Matéria minha publicada na edição 242, de abril de 2016, na revista Pesquisa Fapesp.
Embalagens verdes 
Frutas e legumes são matéria-prima de plásticos
que protegem alimentos e são comestíveis 
EVANILDO DA SILVEIRA
© LÉO RAMOS 
Imaginar um futuro com embalagens plásticas comestíveis, que podem fazer parte de sopas e sucos sem causar mal à saúde, não é estar descolado da realidade. Novas possibilidades de armazenagem de alimentos que evitem o descarte pós-consumo das embalagens e ainda ajudam a nutrir os consumidores estão se concretizando de forma experimental em laboratórios de universidades e centros de pesquisa. No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda novos materiais que poderão ser transformados em embalagens ou mesmo ingredientes alimentícios. São chamados pelos pesquisadores de bioplásticos ou biopolímeros e podem fazer parte também de embalagens biodegradáveis. “Esses materiais têm características nutricionais, sabor e cor dos vegetais, ou podem ser transparentes, finos e com a mesma aparência que os plásticos comuns”, explica Luiz Henrique Capparelli Mattoso, pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos (SP). Leia mais...

Matéria minha publicada na capa da edição 434, de mar/abr de 2016, da revista ProblemasBrasileiros.
O que se perde no lixo falta na mesa
Por: EVANILDO DA SILVEIRA

Apesar dos avanços tecnológicos e do aumento da área cultivada, que levaram a produção agrícola a níveis nunca antes alcançados, em torno de 800 milhões de pessoas no mundo – um a cada nove terráqueos – ainda passam fome. E um dos maiores responsáveis por essa situação, por incrível que pareça, é o desperdício de alimentos. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), cerca de 30% de tudo que é produzido anualmente pelo campo vai para o lixo em algum momento de sua trajetória entre a lavoura e a casa do consumidor. No Brasil, o quarto produtor mundial de comida, cerca de 3,4 milhões de indivíduos vivem em situação de insegurança alimentar, eufemismo para dizer que na maior parte do tempo eles não têm o que comer. O número poderia ser menor se ao redor de 26,3 milhões de toneladas de produtos alimentícios não fossem jogadas fora todos os anos. Leia mais...

sábado, 27 de agosto de 2016

Compactação

Matéria minha publicada na edição 199, de março de 2016, da revista Manutenção & Tecnologia.
As estrelas do roadbuilding
Especialistas explicam os procedimentos, equipamentos
 e tecnologias embarcadas que permitem obter um 
pavimento compacto, liso e uniforme em obras rodoviárias
Por: Evanildo da Silveira
Como se sabe, grande parte da segurança, conforto e durabilidade de uma rodovia depende da qualidade e do modo como o asfalto foi assentado. Prioritariamente, para que tenha longa durabilidade o pavimento precisa oferecer estabilidade aos veículos e suportar grandes cargas, além de ser pouco permeável à água. E, para se obter esse resultado, uma das etapas mais importantes na construção do pavimento é a compactação. Afinal, de nada adianta o concreto asfáltico ser de boa qualidade se houver erros técnicos nessa fase. É justamente nesse ponto que entram os rolos compactadores, equipamentos clássicos da construção rodoviária que são utilizados para comprimir o piso, eliminando os “vazios”, ou melhor, os espaços com ar no interior da camada, deixando a pista de rolamento mais firme, lisa e uniforme. Leia mais....

Meio Ambiente

Matéria minha publicada na edição 517, de março de 2016, da revista Planeta.
Luz no fim do túnel
Embora considerado insuficiente por muitos especialistas, 
o acordo sobre o clima firmado em Paris é o primeiro a obter consenso
 de todos os países participantes quanto à gravidade do aquecimento 
global e à necessidade de combatê-lo em conjunto
Texto: Evanildo da Silveira

No último mês do ano mais quente já registrado desde 1880, quando a temperatura do planeta começou a ser medida, a humanidade resolveu se unir para tentar mitigar as mudanças do clima e combater o aquecimento global. Depois de duas semanas de debates e negociações, os representantes de 196 países presentes à 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), realizada em Paris, entre 30 de novembro e 12 de dezembro, assinaram o primeiro acordo mundial da história sobre alterações climáticas. Para muitos, o documento é um avanço enorme em relação à conferência anterior, realizada em Copenhague, em 2009, tida como um grande fracasso. Outros, como climatologistas e organizações não governamentais ambientalistas, consideram-no, no entanto, insuficiente para resolver os problemas que se propõe a solucionar. Leia mais...
Matéria minha publicada na edição 241, de março de 2016, na revista Pesquisa Fapesp.
Implante com biovidro
Duas patentes da UFSCar licenciadas para uma empresa
devem resultar em produtos para odontologia e medicina
EVANILDO DA SILVEIRA
© LÉO RAMOS

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) licenciou duas patentes para a Vetra, uma empresa formada por ex-alunos do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa). A primeira delas trata de um tipo de vidro com nova composição química que o deixa com alta bioatividade para revestimento de implantes metálicos e no tratamento de lesões de pele, por exemplo. A outra é um método de recobrimento de enxertos médicos e odontológicos metálicos ou cerâmicos que garante compatibilidade com o organismo, evita rejeição e acelera a integração com o osso. O vidro comum é um material duro e quebradiço. Com alterações em sua formulação química, como maior quantidade de cálcio e fósforo, ele se torna bioativo e ganha o nome de biovidro, com capacidade bactericida e de acelerar a regeneração do osso e a integração das próteses com o osso. Leia mais...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Matéria minha publicada na edição 198, de fevereiro de 2016, da revista Manutenção & Tecnologia.
Soluções robóticas para 
escavação de túneis
Cada vez mais sofisticados, equipamentos atuais embarcam
tecnologias e sistemas computacionais que reduzem
custos e minimizam a interferência do operador
Por: Evanildo da Silveira

Para abrir túneis de rodovias e ferrovias, desviar o curso de um rio para a construção de barragens ou extrair minérios das entranhas da terra, por exemplo, principalmente em áreas com rochas duras, uma das melhores soluções ainda é o uso de explosivos. Para isso é preciso, no entanto, abrir furos na pedra com cerca de cinco centímetros de diâmetro e até seis metros de extensão, onde ele será colocado. Esse é um trabalho que é feito por jumbos de perfuração, que, simplificadamente, podem ser descritas como máquinas, cujo peso pode variar de cerca 9 a 45 toneladas, que podem se mover sobre rodas ou esteiras (mais raros atualmente), equipadas com um, dois ou três braços com perfuratrizes nas pontas. Leia mais...
Matéria minha publicada na edição240, de fevereiro de 2016, na revista Pesquisa Fapesp.
Resíduos reciclados
Óleo fúsel e CO2 gerados na fabricação de etanol podem ser
aproveitados na produção de substâncias químicas de uso industrial
EVANILDO DA SILVEIRA

Líquido viscoso, de cor amarelada e odor desagradável, o óleo fúsel é o menos conhecido dos resíduos da indústria sucroalcooleira. Para cada mil litros de etanol são gerados, em média, 2,5 litros de fúsel. O composto é formado por vários álcoois em que apenas uma pequena parte dos cerca de 80 milhões de litros produzidos no Brasil a cada ano é destinada à fabricação de um tipo de álcool chamado isoamílico. Outra parte é queimada para gerar energia para as usinas. As indústrias, no entanto, não informam o quanto é transformado em isoamílico, a porcentagem queimada e a quantidade descartada. Com o objetivo de reaproveitar melhor esse resíduo, dois grupos de pesquisa estudam o óleo fúsel para transformá-lo em um produto de maior valor. Em um dos grupos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-Unesp), campus de Presidente Prudente, o professor Eduardo René Pérez González coordena um projeto que propõe a reciclagem em um processo único do óleo fúsel e do dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, também gerado nas usinas. Leia mais...